É uma técnica simples. Mediante a retirada de sangue da veia E SUA IMEDIATA APLICAÇÃO NO MÚSCULO, AUMENTA EM QUATRO VEZES O NÚMERO DE MACRÓFAGOS NO ORGANISMO. São os macrófagos QUE FAZEM A LIMPEZA DE TUDO, eliminando bactérias, vírus e câncer.

18
Jan 12

O médico dr. Luiz Moura é um dos grandes conhecedores
e divulgadores da auto-hemoterapia. Nasceu em 04 de maio de 1925 e
cursou a Faculdade Nacional de Medicina, a principal do Brasil em sua
época, entre 1943 e 1947. Ele produziu um artigo simples, curto,
onde explica a técnica.

A auto-hemoterapia foi praticada
pela primeira vez em 1898 e foi intensamente usada até
meados do século passado. Grupos de profissionais de
saúde continuaram sem emprego em todo o mundo, mas em pequena
escala. Graças à internet, a entrevista do dr. Luiz Moura
dá uma nova dimensão à auto-hemoterapia, pois
permitiu que fossem buscadas e divulgadas informações
só encontradas nestes pequenos grupos. Hoje, milhões
de pessoas estão decididas a tornar a auto-hemoterapia uma das
principais ferramentas para recuperação ou
manutenção da saúde em todo o planeta.


 

Auto-Hemoterapia

________________________________________

Dr. Luiz Moura

2
AUTO-HEMOTERAPIA
É um recurso terapêutico de baixo
custo, simples que se resume em
retirar sangue de uma veia e aplicar no músculo,
estimulando assim o Sistema
Retículo-Endotelial, quadruplicando os macrófagos
em todo organismo.
LUIZ
MOURA
SUMÁRIO
A técnica é simples: retira-se o sangue de uma
veia - comumente da
prega
do cotovelo - e aplica-se no músculo, braço ou
nádega, sem nada
acrescentar ao sangue. O volume retirado varia de 5ml a 20ml,
dependendo da
gravidade da
doença a ser tratada. O sangue, tecido orgânico, em
contato com
o
músculo, tecido extra-vascular, desencadeia uma
reação de rejeição do

mesmo, estimulando assim o S.R.E. A
medula óssea produz mais monócitos

que vão colonizar os tecidos
orgânicos e recebem então a denominação
de
macrófagos.
Antes da aplicação do sangue, em média, a contagem
dos
macrófagos gira
em torno de 5%. Após a aplicação a taxa sobe e, ao
fim de 8h,
chega a 22%.
Durante 5 dias permanece entre 20 e 22%, para voltar aos
5%
ao fim de 7 dias a
partir a aplicação da auto-hemoterapia. A volta aos
5%
ocorre quando
não há sangue no músculo.
As doenças infecciosas, alérgicas,
auto-imunes, os corpos estranhos
como os cistos ovarianos, miomas, as obstruções de
vasos sangüíneos são
combatidas pelos macrófagos, que,
quadruplicados, conseguem assim vencer
estes estados patológicos ou, pelo menos,
abrandá-los. No caso particular das
doenças auto-imunes, a autoagressão
decorrente da perversão do Sistema
Imunológico é desviada para o sangue
aplicado no músculo, melhorando assim
o paciente.
1. HISTÓRICO
Em 1911, F. Ravaut registra: modo de tratamento
auto (uno mismo,
haima
– sangra) empregado em diversas enfermidades infecciosas,
em
particular na febre
tifóide e em diversas dermatoses. Ravaut usa a
autohemoterapia
em certos
casos de asma, urticária e estados
anafiláticos
(dicionário enciclopédico de medicina, T.1, de L.
Braier).
Em 1941 o Dr.
Leopoldo Cea, no Dicionário de Términos Y
Expressiones
Hematológicas, pg 37, cita: Auto-hemoterapia,
método de tratamento que
consiste en injetar a uno indivíduo cierta
cantidad de sangre total (suero Y
glóbules), tomada de este mismo
indivíduo
.

H. Dousset – Auto-Hemoterapia
– Técnicas indispensáveis. É útil
em
certos casos para
dessensibilizações – 1941.
3
Stedman – Dicionário Médico – 25ª
edição – 1976 – pág 129 –
Autohemotherapy

Auto-hemoterapia – tratamento da doença pela retirada
e
reinjeção
do sangue do próprio paciente.
1977 – Index Clínico – Alain
Blacove Belair – Auto-hemoterapia –
terapêutica de
dessensibilização não
específica.
Entretanto foi o professor Jésse Teixeira que provou que
o S.R.E. era
ativado pela
auto-hemoterapia, em seu trabalho publicado e premiado em
1940
na Revista Brasil
– Cirúrgico, no mês de Março. Jésse
Teixeira provocou a
formação de uma bolha na coxa de pacientes, com
cantárida, substância
irritante. Fez a contagem dos macrófagos
antes da auto-hemoterapia, a cifra foi
de 5%. Após a auto-hemoterapia a cifra
subiu a partir da 1ª hora, chegando
após 8 horas a 22%. Manteve-se em 22%
durante 5 dias, e finalmente declinou
para 5% no 7º dia após a
aplicação.
2. A AÇÃO
TERAPÊUTICA DA AUTO-HEMOTERAPIA
Entre 1943 e 1947, quando cursava a Faculdade
Nacional de Medicina,
apliquei a auto-hemoterapia cumprindo ordem de meu pai,
Professor Pedro
Moura, nos
pacientes que ele operava na Casa de Saúde S. José no Rio
de
Janeiro. A primeira
aplicação era feita na residência do paciente e a
2ª, 5 dias
depois, na
Casa de Saúde, no quarto do paciente, e era sempre de
10ml.
A finalidade da
aplicação era evitar infecção ou outra
complicação
infecciosa pulmonar, já que a anestesia na época
era em geral com éter, que
irritava bastante os pulmões. O cirurgião geral,
Dr. Pedro Moura adotou este
método face ao sucesso do Professor Jésse
Teixeira, que registrou em 150
cirurgias as mais variadas, 0% de complicações
infecciosas post-operatórias,
em 1940.
Depois de formado continuei a aplicar a auto-hemoterapia apenas
em
casos de acne juvenil e
algumas dermatoses de fundo alérgico.
Entretanto, devo ao Dr. Floramante
Garófalo, em 1976, quando este
tinha então 71 anos, o conhecimento que
resultou em mais abrangência da
ação terapêutica da
auto-hemoterapia. Em março de 1976 o Dr.
Garófalo
queixou-se
de fortes câimbras em sua perna direita quando caminhava mais
de
100 metros.
Sugeri ao colega que procurasse o angiologista, Dr.
Antônio Vieira de
Melo. Este decidiu fazer arteriografia da femural direita, sendo
constatada
obstrução de cerca de 10cm ao nível do
terço médio da coxa direita. O
angiologista disse ao Dr. Garófalo que
resolveria o problema com uma prótese,
que substituiria o segmento da artéria
femural obstruída.
O Dr. Garófalo disse ao angiologista que
“não quero me tornar um
homem biônico, amanhã terei outra
artéria obstruída e terei que colocar novas

próteses. Vou resolver o
problema com a auto-hemoterapia”.
4
Eu
então me ofereci para fazer as aplicações. Durante
4 meses, de 7 em
7 dias,
aplicava 10ml de sangue no Dr. Garófalo, que então
decidiu se
submeter a nova
arteriografia de femural direita, já que podia
caminhar
normalmente.
Porém, o Dr. Antônio Vieira de Melo acreditava que
era
impossível que
a artéria estivesse livre da obstrução, atribuindo
a melhora à
sugestão. Repetida a arteriografia, não havia mais
nenhuma obstrução na
femural direita. Foi então que o Dr.
Garófalo me presenteou com os trabalhos
de Jésse Teixeira, de 1940 e de Ricardo
Veronesi, de 1976. O estímulo do
S.R.E comprovado por Jésse Teixeira e as
ações deste, bem explicadas no
trabalho de Ricardo Veronesi, explicavam a
desobstrução da artéria femural de

Garófalo e abriam um enorme
campo no tratamento das doenças auto-imunes.

Em setembro de 1976 internou-se na
Clínica Médica do Hospital
Cardoso Fontes uma paciente cujo
diagnóstico foi esclarecido pela consultora

dermatológica da Clínica,
Dra. Ryssia Álvares Florião. Feitas as biópsias
nas
mamas, abdômen e
coxa de A. S. O. (F) – 52 anos, encaminhadas estas
à
patologista do
Hospital, Dra. Glória de Morais Patello, o diagnóstico
foi:
esclerodermia, fase
final.
A Dra. Ryssia, que
tinha sido residente em Clínica Dermatológica
nos
Estados Unidos da
América, em Nova York, para onde convergiam os

pacientes com E. S. P., disse que pouco
podia fazer pela paciente, pois aquela
Clínica era nada mais que um
depósito de esclerodérmicos"”

Iniciei o tratamento da paciente com E.
S. P., no dia 10/09/1976. Para
provocar o desvio imunológico, e assim aliviar a
paciente, apliquei 5ml de
sangue em cada deltóide e 5ml em cada glúteo, de 5
em 5 dias. A paciente já
não caminhava há 8 meses e não deglutia
sólidos, só líquidos, devido à

estenose do esôfago. Dia
10/10/1976 a paciente saía andando do Hospital,

com alta melhorada assinada pela Dra.
Ryssia.
A paciente
continuou o tratamento com a dose reduzida para 10ml de

sangue por semana. Em maio de 1977 a
paciente A. S. O. foi reinternada para
avaliação, sendo constatada grande
melhora em relação ao dia 10/10/1976,

quando teve alta no ano
anterior.
Surgiu na
ocasião um concurso patrocinado pelo Laboratório Roche
Hospital Central
da Aeronáutica. Redigimos então um trabalho
minuciosamente
documentado, tanto com exames complementares como também
com
fotografias em slides
da paciente, em setembro de 1976 e maio de 1977. O

concurso, cujo tema era
originalidade, não publicou o trabalho.

A partir deste caso, em que a
auto-hemoterapia comprovou ser
poderosa arma terapêutica em doenças auto-imunes,
passei a aplicá-la
também em doenças alérgicas, com excelente
resultado. Apresentarei
resumidamente alguns casos que merecem destaque:

· 1980 - M. das G. S. – 28
anos, funcionária da Petrobrás.
Diagnóstico esclerodermia sistêmica
progressiva –
Decisão da chefia médica da Petrobrás
– aposentar a
paciente. Há 22 anos vem se tratando com a
auto5
hemoterapia.
Está assintomática e deverá se
aposentar
em 2005 por
tempo de serviço.
· 1980 - G. S. C. (F), 55 anos – Diagnóstico
– MIASTENIA
GRAVIS,
pelo Instituto de Neurologia – Av. Pasteur –
RJ.
A paciente,
atualmente, embora com a doença, vive
normalmente, toma ônibus. É a
única paciente que
sobrevive entre aquelas diagnosticadas em 1980 como

miastenia gravis, no Instituto de
Neurologia.
· 1982
- J. da S. R. (M), 30 anos – Diagnóstico –
Doença de
CROHN
– Tratou-se com a auto-hemoterapia de 10ml

semanais durante 1 ano. Até a
data atual nenhum
sintoma
teve da moléstia que o acometeu em 1982.
· 1990 - M. da R. S. (M), 22 anos –
Doença de CROHN –
Curiosamente a moléstia começou após o
paciente ser
assaltado,
quando na ocasião fazia o vestibular para

Odontologia. Prescrevi a
auto-hemoterapia, que foi
aplicada pelo próprio pai do paciente. Até
hoje
assintomático.
· 1997 - R. S. (F), 35 anos – Diagnóstico
– L.E.S. – A autohemoterapia
permitiu à paciente ter vida normal,
viajando
para o exterior
com crianças de rua que ela ensina a
bailar.
Em 1978, minha filha que vive na Espanha, tinha
ovários
policísticos, não ovulava, era estéril.
Solicitei ao Dr.
Pedro
– ginecologista e obstetra – que fizesse a
autohemoterapia
de 10ml
semanais.
Após 6
meses ela engravidou e, repetido o exame com
insuflação tubária, já
não haviam mais cistos. O Dr Pedro
fez o parto de meus netos, um casal, hoje com 20 e
21
anos respectivamente, e
prosseguiu aplicando DIU ao
longo de 20 anos, a fim de evitar gravidez
indesejada.
· 1990
- M. D. C. (F), 24 anos – A paciente começou a
apresentar
petequias e
epistaxis freqüentes. Quando apresentou
otorragia, foi encaminhada a um hematologista,
que
diagnosticou como
púrpura trombocitopênica. Durante 6

meses foi tratada com
corticoesteróides em altas doses,
até que estes não mais surtiram
efeito e as plaquetas
baixaram para 10.000mm3 de sangue. O hematologista

decidiu usar quimioterápico,
conseguindo a elevação das
plaquetas para níveis quase normais durante
2 meses.
Os
quimioterápicos não surtiram mais efeito e a
paciente
foi encaminhada
para um cirurgião para se submeter a
6
esplenectomia. A paciente se recusou quando o
cirurgião
não garantiu que o fígado assumiria a
função do baço.
A paciente me procurou e eu mandei aplicar a
autohemoterapia.
As
plaquetas se normalizaram, a paciente
depois teve mais 2 filhos, e vive vida normal com
o seu
baço.
· 1982 - M. – (F) – A paciente aluga cavalos
para turistas em
Visconde
de Mauá. Foi picada por uma aranha armadeira

em sua perna direita, que gangrenou,
ficando exposta a
tíbia. Foi internada na Sta. Casa de Rezende, onde
foi
decidida a
amputação. Já na mesa de cirurgia, a
paciente
decidiu que
não aceitava a amputação da perna,
como
preconizava o
Instituto Butantã para estes casos. Assinou

termo de responsabilidade e foi
liberada. Me procurou, e
eu institui a auto-hemoterapia e a lavagem da ferida
com
solução
de cloreto de magnésio, como fazia Pierre

Delbet, cirurgião na guerra de
1914 a 1918. Em 20 dias a
paciente estava curada, trabalhando com sua perna
até
hoje.
Esperamos que
a Medicina Complementar, através de sua Revista,

divulgue uma técnica
terapêutica que muito pode fazer para, pelo menos,

aliviar o sofrimento do ser
humano.
2004
 
 
O dr. Luiz Moura deu esclarecedora entrevista sobre
auto-hemoterapia, produzida em DVD. A entrevista dura
 2
h37min55s. No
endereço http://video.google.com/videoplay?docid=-455432063378520
9094#</font>
 Há versões do vídeo
legendadas em inglês e espanhol. 

 
Transcrição do DVD com a entrevista do dr. Luiz
Moura em
http://www.rnsites.com.br/auto-hemoterapia-dvd.htm</di>
publicado por auto-hemoterapia às 14:10

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