É uma técnica simples. Mediante a retirada de sangue da veia E SUA IMEDIATA APLICAÇÃO NO MÚSCULO, AUMENTA EM QUATRO VEZES O NÚMERO DE MACRÓFAGOS NO ORGANISMO. São os macrófagos QUE FAZEM A LIMPEZA DE TUDO, eliminando bactérias, vírus e câncer.

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Dez 10

TESE DE DOUTORADO DEFENDIDA NA FACULDADE DE MEDICINA DO PÔRTO


AUTO-HEMOTERAPIA JÁ EM 1924

 

 

--- Walter Medeiros


“A auto-hemoterapia é um método terapêutico valioso, em numerosas dermatoses, sobretudo nas afecções pruriginosas e furunculoses”. Esta é a síntese da conclusão de Tese de Doutorado intitulada “A auto-hemoterapia nas dermatoses”, apresentada pelo Dr. Alberto Carlos David na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Portugal, em 1924. A tese comprova que a técnica é usada desde a primeira metade do século XIX e apresenta casos que comprovam a cura através do seu uso. O documento está disponível no site daquela Universidade portuguesa, através do link http://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/17607 .

Naquela época o autor da tese de doutoramento já dizia que “A auto-hemoterapia apresenta sobre os métodos congêneres a vantagem da simplicidade da sua técnica” e afirmava que “A persistência no tratamento mesmo após a cura é uma causa essencial para se obterem bons resultados, motivo porque se deve elevar o número de injeções para evitar futuras recidivas”. Segundo o documento, “A auto-hemoterapia na quase totalidade dos casos não tem acidentes e quando os tem são de pouca importância e de pequena duração”. Por fim, explicava que “A patogenia da auto-hemoterapia é ainda desconhecida atuando, para a maior parte dos clínicos por o mecanismo da proteinoterapia”.


O Dr. Alberto Carlos David informa que optou pelo estudo depois que tomou conhecimento de curas brilhantes obtidas na furunculose por auto-hemoterapia, que descreve como “moderno processo terapêutico de indicações tão vastas”. Mostra quanto é largo, mesmo dentro das dermatoses, o emprego da auto-hemoterapia e como os doentes, pelos resultados obtidos, “beneficiam deste medito tão simples na sua técnica, libertando-os de afecções impressionantes, como a zona e o liquen plano e, duma maneira geral, as doenças pruriginosas”.


Os vinte casos estudados mostram cura em 16, melhora no tratamento que ainda estava em andamento em três e um caso sem alteração. As enfermidades citadas são Herpes genital, Nevrodermite, Líquen ruber plano, Urticária, Zona, Furunculose, Furúnculo, Antraz, Furúnculo do lábio, Eczema da nuca, Eczema do couro cabeludo, Eczematizações, Prurigo de Herba, Prurigo, Prurigo ano-vulgar e Eczema. Nos casos de Herpes genital e Nevrodermite o autor afirma que houve crise sudoral, o que é considerado acidente, mas as pessoas tratadas ficaram curadas.


O médico português resgata a história da auto-hemoterapia, registrando que já em 1831, no Jornal de Medicina e Cirurgia Prática, um médico italiano M. Mansizio recomenda uma operação rudimentar que constituiu duma nota apresentada à Academia de Medicina. Mas registra que foi Paul Revaut que pela primeira vez descreveu a sua técnica e indicações num importante artigo publicado em 1913.

Transcrito de http://www.rnsites.com.br/auto-hemoterapia-tese.htm

publicado por auto-hemoterapia às 10:14

2 comentários:
Importante informação.

A título de contribuição de leitor, pareceu-me que ficou algo confuso em relação às datas. Somente no final do artigo dizes que o médico autor cita o uso da técnica por outro médico, italiano, em 1831, século XIX portanto, mas no início do texto citas somente a data da publicação da tese:

"[...]em 1924. A tese comprova que a técnica é usada desde a primeira metade do século XIX."

Como está escrito, dá a impressão de que erraste o século.

Abraço.
Jean Scharlau a 18 de Julho de 2011 às 09:27

O leitor localizou no próprio texto a explicação para a afirmação de que a auto-hemoterapia vem sendo usada desde o século XIX. Está claro, portanto. Sou grato pela leitura e espero ter contribuído para melhor interpretação do escrito. Talvez seja passível dessa dúvida, mas existe a escola de jornalismo que considera o mais importante informar, independente da localização dessa informação. Tal localização seria, então, questão de estilo.
Walter Medeiros a 21 de Setembro de 2011 às 21:33

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